Amanhã, dia 16 de Junho às 5 horas da manhã, está CONFIRMADO o DESPEJO de mais de 150 famílias organizadas pelo MTST da ocupação Silvério de Jesus em Embu das Artes. Apesar de contempladas pelo auxílio emergencial Bolsa Aluguel as famílias não tiveram tempo hábil para aluguem suas casas, pois faz apenas uma semana que receberam o auxílio. Apesar de algumas famílias já estarem com casas alugadas, a grande parte ainda está procurando. Mesmo assim, a juíza e a Polícia Militar mantiveram a operação de despejo havendo um grande risco de truculência por parte da polícia.
As famílias da ocupação Silvério de Jesus, que começa em maio de 2008 no Jd. Tomé, já tiveram diversas conquistas, entre elas o auxílio emergencial e uma negociação de terrenos em Embu das Artes para construção de moradias definitivas pela CDHU. Nesse percurso foram realizadas diversas marchas, acorrentamentos em praças públicas, e sofremos dois despejos, mas seguidos de novas ocupações. Em dezembro do ano passado, as famílias ocupamos um terreno, onde estamos provisoriamente enquanto não achamos casa, no Jd. Nossa Senhora da Fátima. No início do ano quando foi confirmado a conquista do bolsa-aluguel, as famílias já se preparavam para alugar suas casas. Entretanto, passaram seis meses e o auxílio só saiu a semana passada. Apesar de esforços da Prefeitura o despejo está confirmado para amanhã, e há muita chance de truculência pela Polícia Militar.
Em conversa com a Prefeitura exigimos um local provisório, como um galpão, enquanto as famílias procuram suas casa. Entretanto, nada está confirmado com o poder municipal e as famílias não tem para onde ir!
Pedimos a toda imprensa para estar conosco e divulgarem esse despejo desnecessário, com grandes chances de haver confronto.
Pedimos a todos solidários e amigos do MTST que estejam presentes nesse momento difícil de mais uma injustiça.
Como chegar:
Endereço: Bairro Nossa Senhora da Fátima, cidade Embu das Artes. Pegar sentido a Av. Rotary, em Embu das Artes, e virar a direita no primeiro posto no início da avenida.
MTST! A LUTA É PRA VALER!
Há praticamente um mês atrás 300 famílias organizados pelo MTST de Rodaima ocuparam uma das principais praças de Boa Vista. As famílias organizadas reivindicam a concretização de acordos estabelecidos com prefeitura e governo do Estado para que eles tenham acesso à casa própria. caso contrário, ameaçam invadir áreas públicas e privadas. Como não houve respostas positivas das autoridades e governantes o MTST ocupou um terreno osioso há muitos anos.
O terreno a beira da BR-174, na região compreendida como Cauamé, tem 122 mil metro quadrados e há muito não servia para nada além do que não presta.
“Chega de terras ociosas. Estávamos acampados por 20 dias no Centro Cívico. Muitos de nós estamos cadastrados em programas de casa própria, mas estamos buscando uma garantia de um lugar para ficar. Apenas seis famílias receberam terreno no bairro Centenário pela GRPU”
MTST - Roraima
Afirma o militante do MTST de Raraima. Entretanto, o proprietário do terreno, dono de imobiliária, entrou com a reintegração de posse e as famílias estão ameaçadas de despejo. O despejo pode acontecer a qualquer momento!
Além disso, durante essa semana a polícia de Roraima entrou na ocupação e prendeu, sem nenhum motivo justificado, o militante Junior Rocha. O militante Rocha está preso a três dias sem motivo, sem justificativa, por puro autoritarismo.
Pedimos a todos apoiadores e solidário das luta que divulguem essas informações e prentem solidariedade a luta do MTST de Roraima.
MTST! A Luta é pra Valer!
No dia 16 de junho de 2008 saíram em marcha milhares de pessoas acampadas num grande terreno no Parque Rio Negro, bairro de Manaus, em direção ao Palácio do Governo do Amazonas reivindicando seus direitos a moradia digna. Pediam para que o governo sedesse um terreno para construção de moradia digna para as famílias e uma alternativa aos sem-teto.Como o governador não quis, num primeiro momento, receber a coordenação do movimento, não restou alternativas as famílias senão acampar em frente ao Palácio até a negociação.
Depois de dias de acampamento, o movimento foi recebido pelo Governo Estadual, e este depois de nossa luta se comprometeu com a construção de casas para as famílias do movimento e mais bolsa aluguel como saída provisória para os sem-teto.
Esse acordo que foi firmado há mais de um ano começou a ser implementado e saíram as primeiras 30 casas este mês. Serão 30 por mês daqui em diante até atingir o número de 900 unidades de moradias frutos de nossa luta.
É mais um exemplo de vitória do povo que luta! Moradia digna para nossa gente lutar com mais força! Viva a luta do MTST de Manaus!
MTST! A LUTA É PRA VALER!
Hoje dia 30 de março às 10 da manhã o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) realiza 4 ações simultâneas no Estado de São Paulo, dentre elas dois trancaços de rodovia e vias públicas. As ações fazem parte da mobilização nacional contra a o desemprego e por políticas populares contra crise. O MTST reivindica dos governos:
* Maior agilidade nas construções e burocracias nos planos de habitação da CDHU.
* Participação no novo plano de habitação do Governo Federal via Caixa Econômica. A promessa de 1 milhão de casas do governo Lula.
* Fim dos despejos e apoio a construção de moradia popular pelas Prefeituras Municipais.
Em São Paulo: Trancaço por tempo indeterminado da Avenida Francisco Morato e Estrada do Campo Limpo.
Em Campinas: Trancaço por tempo indeterminado da Rodovia Anhangüera na altura de Sumaré.
Em Guarulhos:Paralização de avenidas e manifestação em frente a Prefeitura de Guarulhos.
Em Osasco: Trancaço da Avenida Autonomista e manifestação em frente a Prefeitura de Osasco.
Paramos a cidade!
MTST! A Luta é pra valer!
Dias de terror para os moradores do Pinheirinho
Na noite de domingo, dia 8, bandidos roubaram sete fuzis no 6º Batalhão do Exército, em Caçapava, no Vale do Paraíba. A resposta dos militares e da autoridade foi a de sempre. Ocuparam uma favela na cidade e mantêm um cerco sobre três bairros pobres de São José dos Campos, a 20 km dali. Entre eles, o acampamento do Pinheirinho, na Zona Sul da cidade, com mais de duas mil famílias.
O tratamento dado aos moradores é o mesmo que a polícia dispensa a população pobre e negra. Pé na porta, gritos, tapas e empurrões. O clima entre os moradores é de pavor. No início da tarde de segunda-feira, oito caminhões do Exército chegaram na comunidade, levando cerca de 90 soldados. Armados, com fuzis, o grupo percorria as ruas da ocupação com motos e revistava todos que entravam e saíam. No alto, dois helicópteros sobrevoavam a área, e um deles voava mais baixa, com rasantes sobre os moradores. Do lado de fora, a Polícia Militar dava cobertura a operação.
Policiais militares já tinham feito uma grande blitz na Zona Sul da cidade na sexta-feira anterior, dia 6, e percorreram o Pinheirinho. Cerca de 100 policiais espalharam o medo pelas ruas de terra e pouco iluminadas do Pinheirinho. Após quatro horas, foram embora, sem explicação.
Já os militares não deixaram o local. Na segunda-feira, invadiram casas e agrediram um senhor dentro de sua própria casa. Desde então, mantiveram o cerco e a intolerância, não respeitando crianças, mulheres e idosos. A revista ostensiva não respeitava as mochilas das crianças, que iam para a escola. O clima era de guerra e todos eram tratados como bandidos. “Eu fui revistado 27 vezes em um mesmo dia. 22 dentro do Pinheirinho e 5 nas ruas próximas. E muitas vezes, eram os mesmos soldados que tinham acabado de parar meu carro”, disse Marrom, uma das lideranças da ocupação e do MUST (Movimento Urbano de Trabalhadores Sem-teto).
O terror continuou nos dias seguintes. Na terça-feira, além do cerco e ações militares, os moradores assistiram a uma “invasão” do Garra, grupo especial da Polícia. Segundo testemunhas, a operação aconteceu a pedido da imprensa, já que as TVs da região não haviam filmado os invasores em ação. Assim, atendendo a pedidos, os homens fardados invadiram casas, abriram portas, revistaram moradores, desrespeitando todos os direitos daquela população.
Na quarta-feira, os soldados do exército começaram o dia com ações ainda mais agressivas. Os helicópteros passaram a sobrevoar cada vez mais baixo, a ponto de um dos rasantes retirar a cobertura de uma casa. O ataque tirou os moradores da cama, às 5h da manhã, e durou até às 8h. Depois disso, se retiraram.
Após dezenas de incursões e de um cerco permanente, nada foi achado. A criminalização feita pelo exército não funcionou. Nenhum fuzil ou arma foi encontrado. Como prova do “perigo” representado pelos moradores, policiais afirmam terem encontrado três “miguelitos”, uma solda com pregos e pedaços de metal, usados para furar pneus. Estas foram as armas encontradas.
Abaixo a criminalização! Fora as tropas do Pinheirinho!
A operação militar trata os trabalhadores e o movimento sem-teto como bandidos. Essa é a resposta clássica da burguesia e de seus aparatos de repressão, criados para reprimir os debaixo. Foi assim no Rio de Janeiro, em 2006, quando 10 fuzis do exército foram roubados. Na ocasião, com o apoio do prefeito César Maia, os militares ocuparam diversos morros do Rio, desrespeitando os moradores e provocando a morte de ao menos um jovem, de 16 anos. Após vários dias, os fuzis apareceram milagrosamente, e a imprensa trouxe entrevistas mostrando o acordo feito entre os militares e os líderes do tráfico, para cessar a ocupação.
A ocupação do Pinheirinho fez com que Marrom recordasse do Haiti, país que visitou em 2007, com uma caravana da Conlutas. “Cheguei no Pinheirinho e vi todos aqueles homens fardados. Imediatamente me veio a lembrança do que vimos no Haiti. De como os soldados tratam os negros haitianos, nas favelas da capital”.
Assim como fazem no Haiti, o os soldados brasileiros tratam a população pobre e negra como inimigos de guerra. A operação causou a reação dos moradores, de grande parte da cidade. As lideranças visitaram as rádios, denunciando o que estava acontecendo e exigindo a saída das tropas. E os moradores, que comemoraram há duas semanas os cinco anos da ocupação, mantêm-se mobilizados, já que, a qualquer momento, uma nova incursão pode ocorrer.
Com muito tristeza e principalmente revolta informamos que o militante José Carlos de Morais, o Pepé do MTST do Rio de Janeiro, foi assassinado brutalmente na manhã de ontem em uma ocupação que organizava. A ocupação se preparava para um ato em frente a Prefeitura e nosso companheiro foi assassinado com vários tiros em frente a sua casa.
José Carlos de Morais é militante do MTST desde sua fundação em 1997. Em sua história organizou diversas ocupações e lutas. Entre elas a ocupação Paulo Freire com 700 famílias em 1998, ocupação Che Guevara em 1999, as duas assentadas em 2001 em Sepetiba. Organizou também uma das maiores marchas da história do Rio que saiu da Zona Oeste ao palácio das Laranjeiras, percorrendo esse longo caminhos por três dias a pé.
Atualmente José coordenava um acampamento na avenida Brasil em Santa Cruz. Se tratava de uma área particular, cujo dono não entrou com reintegração de posse, mas a Prefeitura, mesmo não tendo o domínio da área, afirmou em reunião que não há interesse para a construção de casa na área. Desde logo passou a ameaçar com despejo as 700 famílias que lá estavam.
É necessário denunciar essa brutalidade para que não fique impune os responsáveis pelo assassinato de José Carlos Morais, um lutador, um guerreiro, que morreu injustamente por mãos de poderosos interessados em explorar e matar o povo que se levanta.
Não podemos deixar impune essa atitude desumana que volta aos tempos da ditadura militar.
O MTST é um movimento que há mais de 12 anos luta para que os mais necessitados também tenham uma vida digna, pois sabemos que o sol nasce pra todos, mas a sombra é para poucos!
Ocupamos recentemente um terreno vazio no Jd. Paranavaí que servia apenas para estupros e morte e fizemos dele nossa casa.
Alguns se levantarão para dizer:
POR QUE ESSA GENTE NÃO VAI TRABALHAR, JUNTAR DINHEIRO E COMPRAR UMA CASA?
Nós respondemos que quando não temos emprego, estamos a procura de um, a questão é quem pode hoje comprar uma casa com o que é pago a um servente? A uma diarista? A um segurança? A um motorista? Os salários são muito baixos, não dá pra nada!
Não somos vagabundos! Apenas nos recusamos a continuar escolhendo entre pagar aluguel ou comprar comida, nos recusamos a ser escravos dos donos, nos recusamos a viver em cubículos enquanto imensas áreas servem de abrigos aos ratos e criminosos. Deus fez a terra para todos, não para alguns botarem cerca e venderem!
A área do Jd. Paranavaí onde hoje moramos pertence a prefeitura de Mauá. O governo anterior em nada nos ajudou, mas também não nos despejou.
Quando o novo prefeito Oswaldo Dias assumiu, no primeiro mês de governo já entrou na justiça para nos despejar, e fez pior! Recusou-se a negociar, se recusou a conversar, fechou a porta e anunciou o inferno para todos!
Fomos até a prefeitura no dia 19 de fevereiro para falar com o prefeito, e da mesma forma como recebemos ele bem em nossas casas na época da eleição, esperávamos ser bem recebidos na prefeitura, que não é casa dele afinal, é de todos.
Lá ocupamos o prédio de maneira pacifica e organizada.
Mas o prefeito Oswaldo Dias fez como a Xuxa, antes da eleição, beijnho, beijinho, depois da eleição, PAU, PAU!! E ordenou que a guarda municipal atacasse violentamente os trabalhadores sem teto.
Nós resistimos e nos defendemos, mas que defesa pode haver quando trabalhadores, trabalhadoras e idosos desarmados e pacíficos são atacados pela GCM de Mauá armados com armas de fogo, cassetetes mais sobretudo, de muita covardia.
A GCM agiu como uma torcida organizada, atacando tudo e em sua fúria cega destruiu todo o segundo andar da prefeitura de Mauá, o que eles naturalmente acusam que fomos nós.
Durante o confronto dispararam com armas de fogo, atacaram a golpes de faca um trabalhador e ainda, espancaram um companheiro algemado a uma maca no Hospital Nardini!
No final, ainda tivemos mais de 70 presos e 25 processados, a ser julgados pela justiça que libertou o bandido Daniel Dantas, mas mantem mais de 30 mil presos sem julgamento!
Mas apesar de todos os feridos e detidos, apesar dos processos, apesar das mentiras da mídia e das traições da prefeitura continuaremos em luta pois temos a certeza que não importa o quão fria e escura seja a noite, o sol inevitavelmente a rasgará e trará a luz a quem luta por ela.
PREFEITURA PLANEJA DESPEJO DE AREA PÚBLICAS!
Mas o ataque do prefeito Oswaldo Dias não é somente contra nós do Jd Paranavaí, o seu secretario de habitação Sergio Afonso anunciou o despejo nos próximos meses de mais 8 áreas municipais!!
Você companheiro que mora em área de prefeitura, você companheiro que enfrenta todos os meses a luta e a duvida entre pagar o aluguel ou comprar comida se levante, não espere o despejo chegar a sua porta, leve ele para a porta da prefeitura, lute!
Chamamos a todos apoiadores, solidários da luta, companheiros, amigos para estarmos unidos em homenagem ao lutador Silvério de Jesus. Nessa semana completa um ano de seu falecimento e iremos lembrar, homenagear e juntar forças para as novas lutas num ato público e popular, como foi a trajetória de Silvério de Jesus.
Iremos nos reunir nessa quarta-feira às 9 horas no Cemitério da Saudade em Taboão da Serra , onde foi enterrado nosso companheiro.
Esperamos por todos para esse momento, e contamos com toda solidariedade aos familiares e amigos de Silvério.
Endereço:
AVENIDA LAURITA ORTEGA MARI, 831, TABOAO DA SERRA, SP
A ocupação do MTST, Anita Garibalde, que hoje é um bairro consolidado de Guarulhos, volta a
Acampamento Anita Garibaldise mobilizar. Nessas últimas semanas ocorreu uma grande assembléia com mais de 800 pessoas no espaço coletivo da comunidade.
São lutadores e lutadoras que conseguiram suas casas e sabem que a luta não pára por aí.
Essa semana já haverá uma reunião com a Prefeitura, a Caixa Econômica e a Secretaria de Habitação para discutir melhorias de infra-estrutura para a comunidade como asfalto, saneamento básico e etc..
Já aprendemos a forma de fazer cumprir um direito e queremos todos que temos!
Parabéns a todos da ocupação Anita Garibalde.
A luta continua!